Desconfie de alergia a leite de vaca se...
1 – Bebê amamentando exclusivamente, complementado ou em uso exclusivo de fórmula, saudável e com crescimento normal, começa a apresentar muco e/ou sangue nas fezes. Desconfie de APLV.
Nesses casos, é importante descartar infecções e parasitas. Exames de fezes podem ajudar (pesquisa de sangue oculto, alfa 1 antripsina, pesquisa de elementos anormais – hemácias, muco, leucócitos e substâncias redutoras).
2 - O bebê chora muito. O choro geralmente vem em qualquer hora do dia e pode vir principalmente durante ou após as mamadas (peito ou mamadeira)
Dicas como a extero-gestação, muito colo, sling, amamentação em livre demanda, vigiar as sonecas do bebê (não deixa-lo muito tempo acordado – quanto menor, maiores as necessidades de sono) podem ajudar. Se ainda assim seu bebê chora muito, desconfie da APLV. Às vezes, esse é o único sintoma.
3 - O refluxo gastroesofágico rebelde.
Bebê com regurgitação frequente, volumosa e desconfortável, que ocorre não só logo após a mamada, mas também afastada da mesma; o bebê frequentemente larga o peito ou a mamadeira, arca o corpo para trás e chora; o aumento do peso pode não ser o ideal. O tratamento para refluxo não é eficiente. Ainda que o bebê não regurgite, mas se fica muito irritado, especialmente após as mamadas, parece que está mascando chiclete, ou que tem dificuldade de engolir. As medidas posturais (manter o bebê na vertical após as mamadas, não apertar a barriguinha, amamentar em livre demanda) não ajudam. Desconfie de APLV.
4 - Diarreia prolongada e vômitos em jato. Bebê alimentando com leite materno e/ou em mamadeira começa com diarreia (aumento do número de evacuações, aumento do volume de cada evacuação, fezes se tornam cada vez mais líquidas) que se vai agravando, distensão abdominal, emagrecimento ou ganho de peso insuficiente, vômitos frequentes após à mamada (geralmente em jatos e em grande quantidade – é preciso trocar toda a roupa do bebê). Desconfie de APLV. Nesses casos, é importante descartar infecções e parasitas. Exames de fezes podem ajudar (pesquisa de sangue oculto, alfa 1 antripsina, pesquisa de elementos anormais – hemácias, muco, leucócitos e substâncias redutoras).
5 – Sintomas imediatos. De poucos minutos a algumas horas após a ingestão, a boca fica inchada, a criança fica letárgica, desmaiada, pode aparecer urticária, corrimento nasal, chiado e, pouco depois, vômito; mais tarde, evacuações diarreicas. Desconfie de APLV. Essa situação é grave e exige atendimento médico imediato.
6 – Sintomas respiratórios. Seu filho parece que vive gripado, nariz escorrendo ou entupido, bastante secreção, tem asma, chiado, toma antibióticos com frequência, a parte respiratória “vive complicando” e não responde a tratamentos para ácaros e outros alérgenos respiratórios. Desconfie de APLV.
7 – Constipação rebelde. Criança com constipação (fezes ressecadas, menos frequência nas evacuações, que geralmente são feitas com dificuldade) que não reage bem a uma dieta com mais fibras e medicamentos adequados. Não confundir com a pseudoconstipação do lactente (bebê em aleitamento materno exclusivo pode ficar muitos dias sem evacuar – isso é normal e não exige qualquer tratamento, desde que suas fezes não estejam ressecadas). Desconfie de APLV.
8 – Eczemas e dermatites. Se seu filho costuma ter descamações, vermelhidão e coceiras na pele, aspecto de pele áspera, especialmente nas dobras e atrás das orelhas, desconfie de APLV.
Algumas questões práticas:
1. Valorizar a atopia familiar (história de alergias alimentares ou de outros tipos, rinite, asma e
eczema) ajuda no diagnóstico de alergia.2. O melhor diagnóstico é baseado na história clínica e nos testes de supressão do alimento - melhora estável - reintrodução - recaída.
A conduta é excluir o leite de vaca e derivados e qualquer produto ou alimento que os contenha da dieta. Se o bebê recebe leite materno, a mãe deve fazer a dieta. Se o bebê recebe fórmula, a mesma deve ser substituída inicialmente por fórmulas extensamente hidrolisadas ou fórmulas de aminoácidos.
Não utilizar em nenhuma hipótese leites de outros mamíferos, leites sem ou com baixa lactose, leites parcialmente hidrolisados (ex. nan HA). A soja não deve ser usada em menores de 6 meses e em qualquer idade se os sintomas forem gastrointestinais.
Nos casos de sintomas gastrointestinais ou tardios, é muito provável ocorrer alergia múltipla, então, pode-se pensar em retirar outros alimentos como soja, carne, ovo, trigo, oleaginosas, frutos do mar e outros.
3. Teste cutâneo e RAST são inúteis nas alergias do tipo retardado; podem ser úteis nos casos de alergia imediata em que o alérgeno é duvidoso. Lembrar que ainda assim, resultados negativos podem ser falsos e resultados positivos de valores baixos também podem ser falsos.
4. Nos casos de alergia imediata ao leite de vaca, todo cuidado é pouco. O risco de choque anafilático é grande e é preciso atendimento médico imediato.
5. Procure a orientação de um bom gastropediatra ou alergista.
A alergia pode desaparecer por volta de 1 ano de idade, algumas crianças demoram um pouco mais. Em alguns casos, a alergia acompanha a criança até sua fase adulta e não desaparece, mas esses são casos mais raros, uma vez que a alergia é mais comum em crianças e rara em adultos. Já a intolerância a lactose é mais rara em crianças e comum em adultos.
Afinal qual é a diferença entre alergia a proteína e intolerância a lactose?
Intolerância à lactose é diferente de alergia às proteínas do leite, e a expressão alergia à lactose é, infelizmente, fruto da confusão entre ambas as patologias.
Mas por que, afinal esta diferença é tão importante? Porque o tratamento para uma pessoa com alergia ao leite é muito diferente daquele para pessoas com intolerância à lactose. Muitos dos problemas mencionados por leitores estão, na verdade, associados à alergia às proteínas do leite. Se for severa, apenas uma pequena gota de leite pode desencadear um processo alérgico tão forte que causa sérios riscos a pessoa.
Para a mamãe amamentar seu bebê alérgico, ela precisa fazer a dieta do leite, retirando leite, derivados e traços.
O que são traços de leite?
Vamos fazer uma breve recapitulação: a maioria das pessoas com Intolerância à Lactose possui algum nível de produção de lactase e, portanto, podem consumir alguns alimentos com leite sem sentirem os sintomas da IL. Já no caso das pessoas com alergia às proteínas do leite, a história é bem diferente. Uma quantidade mínima de leite ou derivados pode desencadear sintomas alérgicos e culminar com sérios problemas de saúde. Os traços de leite são, na maioria das vezes, uma “contaminação” do produto, que passou por uma máquina onde foram fabricados produtos com leite ou derivados. Assim, eles acabam adquirindo quantidades mínimas desses ingredientes durante a fabricação. Esse é um caso comum na fabricação de chocolates. Muitos chocolates que não contêm leite passam pelas mesmas máquinas de produção dos chocolates ao leite, o que faz com que eles acabem recebendo micro quantidades de leite, contendo assim traços de leite.
Por essas quantidades serem mínimas, mesmo as pessoas com baixa tolerância à lactose podem ingerir produtos que contêm traços de leite sem sentirem os sintomas típicos da IL. No entanto, se você possui alergia às proteínas do leite de vaca, muito cuidado! Produtos com traços de leite não devem ser consumidos por alérgicos às proteínas do leite.
Dieta de exclusão no diagnóstico
Quando houver suspeita de que o bebê possa ter alergia ao LV, deve ser iniciada a dieta de exclusão.No caso de bebe que é amamentado exclusivamente, a dieta é feita pela mãe, pois a proteína do LV presente nos alimentos que a mãe ingere passam para o bebê através do leite materno. Deve a mãe deixar de consumir leite de vaca e derivados e qualquer produto que leve leite ou derivados na composição.
A dieta deve ser feita por um período de 10 dias a 4 semanas e deve-se observar se os sintomas regridem ou desaparecem.
Após o período de 4 semanas, poderá ser feita uma reintrodução de LV para confirmação do diagnóstico, caso em que os sintomas reaparecerão. Em caso de sintomas graves, pode não haver necessidade de reintrodução precoce.
A dieta de exclusão no tratamento
Se o diagnóstico de alergia se confirmar, a dieta de exclusão deve ser seguida por um tempo maior, de 6 a 12 meses. Depois desse período, e sempre após 1 ano de idade do bebê, pelo menos, novos testes podem ser feitos, para verificar se a criança já pode ingerir a proteína.
Se o leite de vaca está proibido, assim como seus derivados, é possível substituir por outros leites como o de cabra ou soja?
Não! O leite de outros mamíferos (cabra, égua, jumenta) oferece os mesmos riscos que o leite de vaca, pois também tem grande potencial para provocar alergias. Em relação à soja, a mesma não deve ser utilizada em menores que seis meses ou menores de 1 ano com sintomas gastrointestinais, pelo grande risco de ocorrer alergia cruzada entre as proteínas da soja e do leite.
Como vou alimentar meu filho?
Deve-se manter a amamentação exclusiva até os seis meses, com a mãe em dieta de exclusão. Após 6 meses, pode-se iniciar a introdução de sólidos, lembrando que os alimentos devem ser oferecidos com cautela, um de cada vez, respeitando um intervalo de 4 a 7 dias entre cada alimento. Deve-se evitar alimentos potencialmente alergenos.
Mesmo após a introdução dos sólidos, a mãe deve continuar amamentado e em dieta de exclusão até que se possa fazer a reintrodução de leite de vaca.
Crianças que não puderam ser amamentadas, devem usar fórmulas extensamente hidrolisadas e em casos mais graves, fórmulas de aminoácidos. Vale lembrar que essas fórmulas são caras e de difícil aceitação pelo bebê.
Fórmulas à base de soja só podem ser prescritas para pacientes com reações mediadas por IgE, sem sintomas gastrintestinais e com idade superior a seis meses.
Levar em consideração a possibilidade de relactação, uma vez que o leite materno é o mais indicado.
As mães que estiverem em dieta de exclusão do leite de vaca, podem precisar de complementação de cálcio. Bebês amamentados não precisam completar o cálcio.
Mesmo após a introdução dos sólidos, a mãe deve continuar amamentado e em dieta de exclusão até que se possa fazer a reintrodução de leite de vaca.
Crianças que não puderam ser amamentadas, devem usar fórmulas extensamente hidrolisadas e em casos mais graves, fórmulas de aminoácidos. Vale lembrar que essas fórmulas são caras e de difícil aceitação pelo bebê.
Fórmulas à base de soja só podem ser prescritas para pacientes com reações mediadas por IgE, sem sintomas gastrintestinais e com idade superior a seis meses.
Levar em consideração a possibilidade de relactação, uma vez que o leite materno é o mais indicado.
As mães que estiverem em dieta de exclusão do leite de vaca, podem precisar de complementação de cálcio. Bebês amamentados não precisam completar o cálcio.
De olho nos rótulos!
Se você ou seu filho estiverem fazendo dieta de exclusão, ler o rótulo dos alimentos industrializados é fundamental para evitar reações alérgicas e complicações no tratamento.
O leite e seus derivados podem estar presentes em muitos produtos industrializados. Você deve observar nos rótulos de todos os produtos que pensa em adquirir/consumir.
Verifique sempre:
· Isenção de leite, iogurte, leite condensado, leite evaporado, leite em pó, leite maltado, leite integral, leite desnatado, leite sem lactose ou com baixa lactose, leite semi-desnatado, creme de leite, nata, coalhada, queijos, manteiga e laticínios.
· Alimentos que usam leite na sua formulação como biscoitos, chocolates, doces e pudins.
· Os termos que indicam a presença de leite no alimento: leite, soro de leite, caseína, caseinato de sódio ou cálcio, lactoalbumina, lactoglobulina. proteínas do leite, proteínas do soro, traços de leite, formulação ou preparação láctea.
· Lactose: não traz alergia. No entanto, pode conter resíduos de proteínas do leite. É bom observar.
· Os termos que indicam presença de soja nos alimentos: extrato de soja, proteína isolada de soja, proteína vegetal hidrolisada, gordura vegetal hidrogenada e gordura vegetal.
· Lecitina de soja: a princípio, pode ser consumida por alérgicos à soja. No entanto, indivíduos muitos sensíveis, podem não tolerar.
· Margarinas: muitas incluem leite na sua formulação.
· Alimentos processados como hamburger, kibe, salame, almôndegas, carnes empanadas, nuggets costumam conter soja e até mesmo leite.
· As salsichas têm proteína de soja e podem conter leite.
· As sopas industrializadas podem conter soja e leite.
· Produtos de confeitaria: bolos, tortas, sonhos, doces em geral podem conter leite, soja e derivados.
Amamente seu filho, o aleitamento materno é a melhor forma de previnir e tratar APLV e previnir infecções intestinais.
.:Fabíola Silveira:.
O leite e seus derivados podem estar presentes em muitos produtos industrializados. Você deve observar nos rótulos de todos os produtos que pensa em adquirir/consumir.
Verifique sempre:
· Isenção de leite, iogurte, leite condensado, leite evaporado, leite em pó, leite maltado, leite integral, leite desnatado, leite sem lactose ou com baixa lactose, leite semi-desnatado, creme de leite, nata, coalhada, queijos, manteiga e laticínios.
· Alimentos que usam leite na sua formulação como biscoitos, chocolates, doces e pudins.
· Os termos que indicam a presença de leite no alimento: leite, soro de leite, caseína, caseinato de sódio ou cálcio, lactoalbumina, lactoglobulina. proteínas do leite, proteínas do soro, traços de leite, formulação ou preparação láctea.
· Lactose: não traz alergia. No entanto, pode conter resíduos de proteínas do leite. É bom observar.
· Os termos que indicam presença de soja nos alimentos: extrato de soja, proteína isolada de soja, proteína vegetal hidrolisada, gordura vegetal hidrogenada e gordura vegetal.
· Lecitina de soja: a princípio, pode ser consumida por alérgicos à soja. No entanto, indivíduos muitos sensíveis, podem não tolerar.
· Margarinas: muitas incluem leite na sua formulação.
· Alimentos processados como hamburger, kibe, salame, almôndegas, carnes empanadas, nuggets costumam conter soja e até mesmo leite.
· As salsichas têm proteína de soja e podem conter leite.
· As sopas industrializadas podem conter soja e leite.
· Produtos de confeitaria: bolos, tortas, sonhos, doces em geral podem conter leite, soja e derivados.
Amamente seu filho, o aleitamento materno é a melhor forma de previnir e tratar APLV e previnir infecções intestinais.
.:Fabíola Silveira:.






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1 comentários:
Denise, esse seu sorriso nas fotos ja diz tudo. Alegria constante,ne? Adorei! Bjaaaao!
Gabi
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